Aprendendo e ensinando

23/09/2010

Movendo-se para melhorar

A 3a. família visitada é composta por um jovem casal com 3 crianças. As condições de moradia são das mais precárias que temos visto. Apesar de morarem num cortiço, o cômodo em que estão é separado dos demais por uma parede, tendo entrada independente. Esta separação física leva a um problema: a falta de banheiro. Embora tenham acesso a água, não têm privada. Suas necesidades são feitas em sacos de plástico que são jogados fora depois (e talvez alguns reaproveitados).


Morando em residências com banheiros, é difícil imaginarmos o que é uma vida como a desta família, morando num cômodo estreito com um pequeníssimo quintal. Contudo, não pareciam se sentir infelizes.

No Evangelho que fizemos, ambos participaram com entusiasmo. Os filhos maiores não estavam e o filho menor entrou e saiu por umas três vezes: estava brincando no pequeno quintal. Mas o casal mostrou bom ânimo o tempo todo que lá estivemos.

Engraçado que na blusa dela estava escrito em inglês “move it”, que poderia ser traduzido por “movimente”, “mova-se”. Ela não sabia o que significava, mas estava se movimentando, ambos buscando melhorar.

Escrito por H. Leonel às 23h17
[] [envie esta mensagem] []


22/09/2010

Uma Lição de Alegria

A 2a. família que visitamos no último sábado era composta por Severina e um casal de filhos pequenos. Apesar do cômodo apertado onde vive com as crianças no cortiço precário, da filha convalescente de uma operação delicada, Severina irradia alegria. Segundo Sílivia, o temperamento habitual de Severina é este: alegre. À alegria, junta disposição: tem buscado evoluir, conseguir um melhor local para morar. Participa também ativamente das reuniões da Sto. Amaro, com boas contribuições às companheiras nos assuntos tratados.


Participou tranquila e ativamente do Evangelho no Lar que fizemos, contribuindo não apenas com palavras, mas também com boa vibração.

Pergunto-me se teria este ânimo, esta alegria, vivendo nas difíceis condições em que ela vive. Não sei... Mas sei que hoje recebi uma lição de alegria. Uma alegria tranquila e equilibrada que se irradia, criando uma aura de simpatia ao seu redor. Que Jesus a conserve sempre assim, Severina!

Escrito por H. Leonel às 22h40
[] [envie esta mensagem] []



Vila Itororó

Conheci a Vila Itororó nas nossas visitas a famílias atendidas pela Área de Assistência Social Unidade Santo Amaro da FEESP. É um grande cortiço, com várias casas, tendo começado a ser ocupado informalmente, segundo algumas informações, há cerca de 60 anos. Alguns de seus moradores parecem acreditar que a vila pertencia à princesa Isabel.

 

Mas, de fato, ela começou a ser construída um ano após a morte da princesa (na Normandia - França, em 1921). Sua construção teria durado de 1922 a 1929. Seu nome vem do riacho do Vale itororó que abastecia sua piscina, a 1a. de S. Paulo.

Moram lá cerca de 70 famílias, muitas delas aparentadas entre si. É praticamente uma comunidade de pessoas que muitas vezes se apóia mutuamente. Algumas das famílias são atendidas por nós.


Escrito por H. Leonel às 17h57
[] [envie esta mensagem] []


19/09/2010

Tratando um Trauma Psíquico

No último sábado (18/09/2010), Sílvia, Gil e eu visitamos mais 3 famílias. A 1a. era composta da mãe (que chamarei de dna. Ruth) e seu filho no final da adolescência, ambos morando num cortiço um pouco melhor do que a média daqueles que costumamos visitar.

O outro filho foi assassinado na frente da mãe. Isto aconteceu há dois anos, mas as lembranças da cena voltam constantemente à mente de dna. Ruth, deixando-a angustiada e deprimida, com reflexos negativos na sua alimentação e sono. Isto a tem debilitado. As orientações que recebe no grupo de apoio que frequenta durante a semana sob a coordenação da Sílvia, os tratamentos espirituais que fez e o 1o. ano do Preparatório que está cursando a estão ajudando, mas Sílvia achou que dna. Ruth precisava também de uma ajuda especializada.

Após o Evangelho, do qual dna. Ruth participou ativamente, mostrando sua vontade de melhorar, ela e eu nos sentamos para conversar, enquanto Sílvia e Gil ficaram afastados, num outro canto do cômodo, vibrando em sustentação.

Nadar num rio a favor da correnteza: é assim que costumo comparar a experiência de fazer atendimento psicológico dentro de um trabalho de assistência conduzido por pessoas de boa vontade de uma instituição espirita. Se a pessoa atendida estiver também em tratamento espiritual e/ou frequentando os trabalhos da instituição, os resultados tendem a aparecer muito mais rapidamente do que na clínica. No rio, quando damos uma braçada, vamos bem mais longe do que numa piscina, porque a correnteza facilita, carregando-nos. Da mesma forma, nesse tipo de trabalho, a sustentação espiritual feita pelos encarnados e pelos mentores espirituais funciona como uma correnteza de energia espiritual benéfica, aumentando o efeito do tratamento psicológico. É o que espero no caso de dna. Ruth.

Na sessão rápida e introdutória com dna. Ruth, o objetivo foi apenas prepará-la para algumas sessões que faremos na unidade da Sto. Amaro.

Após uma rápida oração espiritual, através de um diálogo orientei-a sobre como se preparar para o tratamento, em seguida a induzi a um relaxamento com visualização e sugestões positivas de fé e superação. Concluímos com uma oração de agradecimento. A sessão deve ter durado menos de 15 min., mas dna. Ruth sentiu-se muito bem e com melhor ânimo. Sei que os mentores amigos estavam ali nos ajudando e nos ajudarão neste tratamento.

A próxima sessão, já na Sto. Amaro, será apenas daqui a 15 dias, pois participarei de um Congresso no próximo sábado. Mas, no período até lá dna. Ruth terá o apoio da Sílvia e do grupo.

Escrito por H. Leonel às 22h49
[] [envie esta mensagem] []



Superando o Trauma

Sílvia deu-me mais informações sobre o caso do rapaz (que chamarei de João, nome fictício como todos os que uso ao contar casos reais como este) que nos procurou quando estávamos nos despedindo da 2a. família (veja o caso abaixo datado de 15/09/2010). João é cunhado da dna. Raquel e, como já havia mencionado, mora no mesmo cortiço.

Estava em casa quando o filho de dna. Raquel a atacou com a barra de ferro. Ouvindo os gritos, correu para lá e presenciou dna. Raquel tentando fugir, gritando de dor e aflição, com o braço ensangüentado e o filho alucinado tentando matá-la. Com sua chegada, o filho distraiu-se por um momento e dna. Raquel conseguiu fugir para o cômodo da vizinha.

João ficou em em estado de choque com a cena que presenciou. Esta reação ao estresse vivenciado foi tão forte que teve de ser internado (é possível que a cena tenha despertado nele alguma memória traumática). Após a internação, começou a se interessar mais pelo Espiritismo, e sob a orientação da Sílvia, iniciou um tratamento espiritual. No momento que nos procurou, já estava bem melhor e sentindo-se pronto para dar mais um passo no seu autoaperfeiçoamento.


Escrito por H. Leonel às 18h12
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
       
   
Histórico
Categorias
  Todas as mensagens
  Link



OUTROS SITES
    Qualidade de Vida na Web - Vya Estelar
  Associação Brasileira de Pedagogia Espírita
  Cuide do seu Mundo
  Etudando Kardec
  Dialogando e Aprendendo
  Mãe do Avesso


VOTAÇÃO
    Dê uma nota para meu blog